desviante ou Glory Box

A dança, impregnada de desejos, sensações e emoções contagia seu entorno. A proximidade da performer com o público e as situações criadas nesse encontro convidam a todxs a habitarem um espaço reflexivo e menos impositivo/segregador.

A sensação física do contato da pele com os itens da Glory Box, as ações de [des] vestir, a ação de olhar [e ser visto], pegar objetos, pausar, parodiar os corpos das mulheres na mídia, a sensação do ambiente criado pela iluminação, a relação com o tempo do “click” do fotógrafo, a arquitetura, a tentativa de resistir e subverter a objetificação do corpo que dança, a repetição de gestuais e coreografias de divas do pop, o tentar falar, tentar se comunicar pelo olhar, a respiração; tudo fricciona e cria[atualiza o corpo e compõe uma dramaturgia inadequada onde se busca desestabilizar as certezas impostas e aderidas aos corpos femininos.

Ao questionar figuras femininas idealizadas e intocáveis, apresenta-se um corpo que se entrega para ser tocável [para tocar e ser tocado].

Concepção, criação e performance: Nina Giovelli
Fotografia: Manoela Meyer
Trilha sonora: Otávio Carvalho
Iluminação: Cauê Gouveia

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